“Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter..."
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Unknown
segunda-feira, 17 de março de 2014
14:49
Hoje me peguei pensando nos anos
áureos do futebol paraibano, do futebol campinense principalmente, em especial
o ano de 2004. Naquela época o clássico dos maiorais parava toda a cidade, e
pais e filhos iam juntos ver o espetáculo que os jogadores os proporcionariam
naquelas tardes quentes de domingo.
Quando a tabela era divulgada,
torcedores e atletas esperavam com tremenda expectativa a semana do clássico,
preparavam bandeiras, camisas, gritos e coração. Amigão lotado, torcidas
inflamadas e corações acelerados na expectativa do jogo vindouro.
Quando a bola rolava todos tinham certeza do espetáculo que assistiriam, jogadores com o coração na “ponta da chuteira”, raça e
nervos a flor da pele. Não havia bola perdida, e os jogadores só desistiam
quando o juiz assinalava o término da partida. Sem contar quando havia algumas
confusões entre ambos os times ao término da mesma.
Sabe aquele ditado que diz que a
melhor defesa é o ataque? Não há definição melhor para aquelas partidas.
O que vemos hoje?
Jogadores apáticos, quando não
mercenários buscando benefício próprio a todo custo, não se importando se tiver
que pisar no escudo do time que defende. Por associação, arquibancadas vazias,
quem vai querer bancar um futebol de baixíssima qualidade por um preço tão
exorbitante?
Sem contar com o amadorismo das
nossas diretorias que esqueceram como levar um torcedor ao estádio.
Falo por
mim, e disso tenho certeza, o nosso clássico perdeu muito do seu brilho, da sua
graça. Talvez quando vermos, e se vermos algum dia novamente, um amor reciproco
entre clube e jogador, nossos clássicos ganharão novamente o brilho de outrora.
Torço por nosso futebol que se
encontra em estado calamitoso atualmente e pede ajuda. O clássico dos maiorais
é ‘sine quan non’ para o futebol paraibano.
Por Gabriel Leão
PARAIBÃO FC - JOGAMOS JUNTO COM VOCÊS

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